segunda-feira, 3 de agosto de 2009

VELHA E QUERIDA ILHA!

BONS TEMPOS! Idos de 1965. O esporte da caça submarina estava então no auge. Seus adeptos eram vistos e tidos como heróis do mar.
Fevereiro, pleno verão. Nossa equipe acampada já há dias. Um dos acantonamentos mais concorridos e prolongados da caça submarina.
Local: Barra da Lagoa – freguesia do sêo Mané Flô, líder da colônia dos pescadores. Com o despertar de uma bela manhã singramos milhas em busca de águas claras para o mergulho. Nada feito. Águas turvas imprópria para uma boa caçada.
Retornamos com duas belas anchovas pescadas de corrico. Após o suculento almoço na modorra do calor a sesta reparadora, interrompida pela voz cantante de um lépido e descarnado velhinho.
- Ô de casa, ô de casa, dá licença móde entrá?
- Entra amigo, pode entrar.
- Adentra-se o personagem.
- O sô dotô ta i?
Esclareça-se. No acampamento, pescador de caniço, o deputado Rui Hulse. Sabe-se de sobejo que doença e mezinha é assunto predileto do nosso praiano. Assunto de papo comprido. O deputado, como bom político, municiou-se com grande e variado estoque de remédio angariando eleitores na distribuição. De doutor advogado passou a doutor curandeiro.
Despertado da boa tora, atende o cliente.
Explica-se o doente.
- Pois antão, num é de vê sô doto uma malina duma ziquizira me atacou a perna i agora ta arribando, ta quagi me atacando as serventia. Barbaridade sinhô só vendo...
A risada só não estourou em respeito ao velhinho.
De boca em boca cresce a fama do doutor e a clientela.
- Ô Rui, só quero ver o dia que baterem aqui em busca de um parteiro.

SEGURANÇA PAGA?
E assim marchamos nós, os contribuintes, pagando em dobro por serviços já pagos, de vez que inerente a segurança temos dois órgãos que se bem administrados pelos governos, estariam com competência cumprindo suas missões, Policia Militar e Policia
Civil. Em cinqüenta e tantos anos de carreira, raríssimos os Governadores deste Estado que de fato deram as policias seu justo e adequado valor.
Esquecem os governantes de que segurança para a comunidade é uma insofismável base para a tranqüilidade de um bom desempenho tanto para os mandatários quanto para as Associações Comunitárias. O que se vê, no entanto, é uma preocupante politicagem visando apenas interesses pessoais. Alçam-se aos poleiros do mando verdadeiros mandriões visando somente eles e os seus. Nesta nossa DEMOCRATITADURA, onde somos anestesiados por uma ilusória liberdade, campeia a corrupção, a impunidade, dando vasa aos meliantes, ao crime. Que o povo exija dos seus governantes órgãos policiais que de fato sejam atuantes. O paliativo de uma segurança paga a nosso ver não se justifica. Porque não um policiamento montado nas praias Brava e dos Amores?

CALÇADAS
Chega a ser irrisório o calçamento nas ruas e avenidas na Brava e Praia dos Amores. Parece casa da mãe Joana. Cada proprietário faz sua calçada a seu bel-prazer. Calçada de grama intransitável depois da chuva. Calçada inclinada, ou melhor, rampa
enfim, uma chorumela que ao invés de dar segurança e conforto ao transeunte força a tomar caminho no meio da rua.
Esta mais do que na hora a aplicação de uma fiscalização cobrando dos proprietários calçada que realmente seja CALÇADA.
Cabe ao proprietário fazer à calçada. Cabe a prefeitura a fiscalização para um projeto padrão como também pode estimular o proprietário do imóvel dando desconto de 5 a 8% no IPTU.
Calçada boa não faz bem só para o cego como também para o idoso e a mãe que passeia com o bebe.

POLITICA DE CARREIRA É A ÚNICA
PROFISSÃO QUE NÃO PRESCISA
COMPROVAR IDONEIDADE

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